Meu corpo é o meu templo

Eu já ia chegar tagarelando, contando histórias, falando de um monte de coisas, mas respirei, editei os pensamentos e concluí que seria mais legal me apresentar primeiro. Sem formalidades, como um passeio, afinal estamos entre amigos, certo?

Não sou chef, não estudei gastronomia nem nutrição, sou uma entusiasta sem pretensões. Minha relação com a cozinha e  com a comida sempre foi intensa. Vinda de uma família italiana, cresci com a cozinha sendo o lugar mais acolhedor e barulhento da casa, logo, o mais animado de todos.

Nunca levei a parte técnica muito a sério porque, embora eu ame tudo isso, o meu negócio mesmo é falar, observar, pesquisar, descobrir. A curiosidade foi o que me levou a estreitar os laços com a alimentação. É uma coisa muito louca: quanto mais eu pesquiso, ouço, testo, me aprofundo, mais legal fica esta relação. O meu start foi quando passei a entender o meu corpo como um organismo complexo, uma comunidade viva em que cada parte desempenha um papel essencial e insubstituível e, portanto, cada uma delas deve receber a devida atenção.

Trago alguns fatos lá de trás, mas muito lá de trás mesmo, de um tempo que a gente nem consegue imaginar. Há 4,6 bilhões de anos a Terra “nasceu”. Depois de mais de um bilhão de anos, ou seja, há 3 bilhões surgiram os primeiros organismos multicelulares. Yey! Um bilhão de anos atrás a atmosfera do nosso planeta passou a ser predominantemente composta por oxigênio graças à evolução das plantas que cá viviam. Isso mudou tudo e, foi a partir daí que, (há mais ou menos 600 milhões de anos) começaram a surgir organismos diferentes, com os órgãos que tinham funções mais determinadas e específicas. Finalmente, há menos de 10 milhões de anos começaram a surgir criaturas que se aproximam de nós seres humanos com um impressionante aumento no tamanho do cérebro. Eram criaturas que cresciam e amavam as florestas.

Como todo esse blá blá blá inspirado no Cosmos (livro e série), do cientista Carl Sagan, quis colocar uma lente de aumento sobre a gente para mostrar que, mesmo sendo pequeninos e insignificantes na dimensão do universo, somos raros, preciosos, improváveis. Somos um organismo super complexo que demorou bilhões de anos para se tornar o que é hoje e que merece ser respeitado e ouvido por nós. Arrisco uma palavra-chave aqui: equilíbrio. Apesar de termos todos a mesma origem, cada um tem seu próprio centro e sabe seus limites e prazeres. E é daí, da autoconsciência, que surge o equilíbrio.

Aqui no Croc e Croc, converso com os curiosos sobre assuntos diversos, sempre cruzando o tema alimentação e saúde. Dicas, livros, filmes, receitas, desabafos e experiências estabelecem um diálogo neste canal de troca.

Seja bem-vindo! 🙂  

Foto: Croc e Croc/Camila Rotta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *